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Rainha Maria da Romênia, DECLAROU SEU AMOR POR BAHÁ'U'LLÁH


"Em um de seus artigos, Martha Root dá seu próprio relato iluminador nos seguintes termos: "Há dez anos Sua Majestade e a filha, Sua Alteza Real, a Princesa Ileana (agora Arqui-Duquesa de Anton) vêm lendo com interesse cada livro novo sobre o Movimento Bahá'í, logo que sai do prelo... Quando fui recebida em audiência por Sua Majestade no Palácio de Pelisor, em Sinaia, no ano de 1927, depois do falecimento de Sua Majestade o Rei Ferdinand, seu esposo, a rainha gentilmente me concederam uma entrevista, na qual falou sobre os ensinamentos Bahá'ís relativos à imortalidade. Tinha em sua mesa e no divã vários livros Bahá'ís, pois ela acabava de ler em cada um deles um ensinamento sobre a vida após a morte. Ela me pediu que desse suas saudações a... aos amigos no Irã e aos numerosos Bahá'ís americanos que, disse ela, lhe haviam mostrado tão notável bondade durante sua viagem pelos Estados Unidos no ano anterior... Quando visitei a Rainha novamente, em 19 de janeiro de 1928, no Palácio Real em Belgrado, onde ela e Sua Alteza Real, a Princesa Ileana, eram hóspedes da Rainha da Iugoslávia - e haviam trazido consigo alguns de seus livros Bahá'ís - de todas as palavras pronunciadas por Sua Majestade, tão querida, as que por mais tempo haverei de recordar, são as seguinte: "O sonho final que haveremos de realizar é que o curso Bahá'í de pensamento tenha tão grande força que, pouco a pouco, virá a tornar-se uma luz para todos aqueles que buscam a expressão certa da Verdade" ... Então na audiência no Palácio de Controceni, no dia 16 de fevereiro de 1934, quando se informou à Sua Majestade que a tradução romena de "Bahá'u'lláh e a Nova Era" acabava de ser publicada em Bucareste, ela disse que se sentia feliz porque seu povo iria ter a benção de ler algo a respeito desse precioso ensinamento... E agora hoje, 4 de fevereiro de 1936, acabo de ter outra audiência com Sua Majestade no Palácio de Controceni, em Bucareste... Mais uma vez a Rainha Maria da Romênia me recebeu com cordialidade em sua biblioteca suavemente iluminada, pois a hora era seis da tarde... Que visita memorável foi essa!... Disse-me ela, também, que quando esteve em Londres conheceu uma bahá'í, Lady Blomfield, que lhe mostrou a Mensagem original que Bahá'u'lláh enviara à sua avó, a Rainha Vitória, em Londres. Ela me perguntou sobre o progresso do Movimento Bahá'í, especialmente nos países balcânicos... Falou, também, de vários livros Bahá'ís, mencionando a profundidade do "Iqán" e, em especial, "Seleções dos Escritos de Bahá'u'lláh", que ela disse ser um livro maravilhoso! Para citar suas próprias palavras: "Até aqueles que duvidam, encontrariam nesse livro força poderosa, se o lessem tão somente e dessem às suas almas tempo para se expandirem... Perguntei se me permitiria, talvez, falar do broche que historicamente é precioso para os Bahá'ís, e ela respondeu, "Sim, pode." Uma vez - foi em 1928 - sua querida Majestade me dera um presente, um lindo e raro broche que ela havia recebido de seus parentes reais na Rússia alguns anos antes. Era de duas pequenas asas elaboradas em ouro e prata, com minúsculas lascas de diamante nelas engastadas, e unidas por uma pérola grande. "Sempre a Sra. está oferecendo dádivas as outros, e sou eu quem vai lhe presentear", disse a Rainha, sorrindo, e ela mesma o prendeu em meu vestido. As asas e a pérola o faziam parecer como "Bahá'í portador de Luz". Na mesma semana foi enviado a Chicago, como oferta para o Tempo Bahá'í... e na Convenção Bahá'í Nacional, que estava se realizando naquela primavera, surgiu uma objeção - deveria ser vendido um presente dado pela Rainha? Não deveria ser conservado como uma lembrança da primeira rainha que se levantou para promover a Fé de Bahá'u'lláh? Foi vendido, porém, imediatamente, e o dinheiro foi dado ao Templo, pois todos os Bahá'ís estavam dando o máximo para levar avante essa grande estrutura, primeira de seu gênero nos Estados Unidos da América. O Sr. Willard Hatch, um Bahá'í de Los Angeles, Califórnia, que comprou o lindo broche, levou-o a Haifa, Palestina, em 1931, e o colocou nos Arquivos no Monte Carmelo, onde, através dos tempos, repousará com os tesouros Bahá'ís..."


 
 
 

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